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Adaptações para 2017



Todo ano nós, leitores, ficamos ansiosos para sabermos quais são os livros que virarão filmes. Quando chegam aos cinemas? Quem dirige? Quem está no elenco? Quanto tá a pipoca? Tem meia? 

Não posso responder todas essas dúvidas, até porque não trabalho em cinema nenhum, mas posso te ajudar com um compilado de todos os filmes que estreiam esse ano baseados em livros.

Contos de Charles Perrault


Este livro é uma cortesia da editora Paulinas

Todos conhecem os clássicos contos de fadas. As histórias, jeitos de contar e os elementos da narrativa às vezes variam um pouco, mas a essência é quase sempre a mesma. A “Bela Adormecida” aguardando pacientemente para ser beijada pelo príncipe encantado e “Chapeuzinho Vermelho” ao lado da Vovozinha no estomago do Lobo Mau esperando pelo Lenhador.

Fábrica de Vespas, Iain Banks


Este livro foi uma cortesia da editora Darkside Books

O filósofo inglês Thomas Hobbes afirmava em sua obra mais famosa, O Leviatã, que o homem é essencialmente mau. A natureza humana é corrompida e má e o indivíduo, que não sabe viver socialmente, necessita de um estado autoritário para o controlar. Acima de tudo, afirmava também que um homem se impõe a outro unicamente através da força e a utiliza para obter tudo aquilo que deseja. Agora segura essas informações e vamos conversar sobre um mocinho estranho...

Evangelho de Sangue, Clive Barker



Este livro foi uma cortesia da editora 
Darkside Books

Em 1987 chegava aos cinemas a produção britânica de Hellraiser, adaptada e dirigida pelo próprio autor do livro, Clive Barker. O que Barker provavelmente não esperava é que o filme atingisse um sucesso de público enorme, se tornando um grande ícone da cultura pop no gênero do horror e que o personagem principal, Pinhead, criado exclusivamente para o filme, se tornaria muito popular e ganharia um livro, finalmente, mais de 20 anos após o lançamento do primeiro filme.

O cortiço, Aluísio Azevedo


Clássico da literatura naturalista, O Cortiço apresenta como personagem principal o próprio - o cortiço de São Romão no Rio de Janeiro.
"Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas. Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada sete horas de chumbo."

Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, Philip K. Dick



O nome é estranho. Todos sabemos disso, mas nem todos têm reações semelhantes a ele. A mim, parecia só um nome esdrúxulo para uma história meio sem sentido, e então soube que esse era o livro que deu origem ao filme Blade Runner. Nunca assisti a adaptação, é bom deixar isso bem claro, mas desde que soube desse fato tive vontade de ler. Considerando que me recomendaram a história muitas vezes, devo dizer que não fiquei surpresa ao descobrir que era realmente muito boa.

O livro dos Abraços, Eduardo Galeano



“Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovakloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando. Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: - Pai, me ajuda a olhar!”

O Mundo Perdido, Michael Crichton


Até onde a mania do homem de brincar de Deus pode prejudicar o todo? No caso de Hammond, o simpático senhor que criou o Jurassic Park, essa mania o levou a, pelo menos, criar uma outra ilha. Isla Sorna é a ilha usada para produção dos animais que viravam entretenimento em Jurassic Park, e se o “produto” final deu problema, imagina a bagunça na linha de produção...

Pedra no Céu, Isaac Asimov




Este livro foi uma cortesia da editora Aleph.

Isaac Asimov é um dos principais pilares da ficção científica. Autor de inúmeros sucessos de crítica e de vendas como Fundação e Eu, Robô, Asimov se tornou um autor indispensável no gênero e seu começo foi tão incrível quanto seu desenrolar. Prova desse começo espetacular foi seu primeiro romance Pedra no Céu, escrito em 1950 e relançado em 2016 pela Editora Aleph.

Lançamentos de Outubro

O Cavaleiro de Rubi, David Eddings





Quando Tolkien morreu, em 1973, houve um vazio deixado na literatura de fantasia que ninguém parecia ser capaz de preencher. De fato, ninguém será capaz de suprir a falta de Tolkien, mas há um nome sendo constantemente citado no cenário mundial como forte candidato a ser seu sucessor. E eu não estou falando de George Martin.

Maldita, Chuck Palahniuk



Maldita é a continuação do livro “Condenada”, do mesmo autor. Madison Spencer, uma jovem revoltada com a criação que os pais lhe deram, morre no dia do seu aniversário e vai para o Inferno. O primeiro livro descreve Maddy e sua vida no inferno, e um pouco sobre seus pais. Maldita, por sua vez, trata mais da relação de Maddy com os pais e os avós, conta sua vida e lida com a enorme confusão que causou.

Madeleine’s World, Brian Hall


A child’s jouney from birth to age three.

Este livro me chegou totalmente por acidente: eu estava perambulando por um sebo e acabei nas prateleiras de psicologia infantil e comprei o livro porque a capa era muito bonita e a edição muito bem-feita, o preço também ajudou muito e eu queria praticar a leitura em inglês. Foi uma das boas surpresas ao fazer uma compra quase que “às cegas”; o texto é muito bem escrito e o autor apresenta uma visão única, de um lugar que normalmente não há narrativas, à saber, de um pai que se envolve verdadeiramente com a formação e com o desenvolvimento de sua filha. 

Em Algum Lugar nas Estrelas, Clare Vanderpool

“A Ausência é um estar em mim”, disse Carlos Drummond, certa vez. A mesma ausência é um dos protagonistas de Em Algum Lugar nas Estrelas. A ideia da não mais existência, como a perda de um parente, às vezes, se torna menos dolorida que a ausência por si só. Ausência significa desapego, desinteresse. E a indiferença é a mais cruel das relações humanas e, assim como em Drummond, está presente em Jack Baker.

Star Trek - O Portal do Tempo, A. C. Crispin


Este livro foi uma cortesia da Editora Aleph

Star Trek é, provavelmente, a maior franquia de ficção científica do mundo. Sim, eu sou um Trekkie e a afirmação anterior pode não ser completamente verdade. Contando com filmes, livros, quadrinhos, jogos, séries de tv e animações, a história da Enterprise já deve ter chegado a todos do planeta em algum momento. No mínimo, o indivíduo sabe quem é Spock. Tem que saber! Esse ano, 2016, marca o aniversário de 50 anos do lançamento da série original, que começou toda essa história. Em momento tão icônico para a série, nada mais justo que o relançamento do livro O Portal do Tempo, de A. C. Crispin, que é, provavelmente, o mais bem recebido.

Ovelha – Memórias de um pastor gay, Gustavo Magnani



Gustavo Magnani é o criador do Homo Literatus, um site de literatura que foi um enorme sucesso no país; também participa do podcast “30 Min”, que era o que eu conhecia e por onde descobri o livro. O combo título + subtítulo, por si só, já é um tanto chamativo e até um pouco intimidador para os que são adeptos de algumas religiões. Para mim, predizia polêmica.

Seja um bom fã: reconheça que é ruim.


Resolvi falar de um assunto muito polêmico, mas que ao mesmo tempo sofre de uma incompreensão assustadora. Parece paradoxal começar um texto dizendo que o assunto é polêmico e incompreendido, como pode algo ser polêmico (ou seja, ser fonte de discussão) e ao mesmo tempo ser incompreendido (ser desconhecido)? Bom, isso não só é possível como também comum, e a grande prova disso é a quantidade absurda dos famosos “textões” na internet e de especialistas em ciências ocultas, astrologia quântica, filosofia monocromática ou qualquer outra coisa inventada para soar erudita e que seja igualmente irrelevante.

A Teogonia de Hesíodo: justiça nas gerações de deuses



Não é novidade que animais humanos precisam contar uma história sobre sua origem ou ao menos sobre a maneira como o mundo foi criado. Alguns dizem que isso é o resultado da demanda natural que o ser humano possui de dar explicação para o inexplicável, outros que o mito serve para organizar a sociedade e outros ainda que o mito é uma forma de organizar a própria existência, garantindo a ela consistência, sentido e propósito. Além da explicação sobre o mundo natural, faz parte de toda mitologia alguma distinção moral, seja ela sutil ou óbvia.

Nem todas as mães amam os filhos, Rose Ferreira


“Por muito tempo, eu busquei motivos para a violência e o desprezo com que minha mãe me tratava, enquanto convivia com a culpa de não ser merecedora do seu afeto”

Terminei este livro com um certo alívio, devo admitir. Não que a leitura seja ruim, pelo contrário, o livro é fascinante – mas o fascínio pode vir pelo terrível, e é justamente o caso desta obra de Rose Ferreira.

Prometo Falhar, Pedro Chagas Freitas





Este livro foi uma cortesia da editora Novo Conceito

Vamos começar deixando uma coisa muito clara: eu não gosto de desaconselhar leituras. Entre os motivos está o fato de que eu não sou dona da verdade, sequer uma crítica literária, e cada um gosta do que for melhor para si. Mas vou enfatizar que uma coisa é muito necessária nessa leitura: cautela.

“Ué, mas por que eu preciso de CAUTELA para ler esse livro fofinho?” O problema já começa com o ‘fofinho’. Tanto no momento do lançamento, que estourou aqui no Brasil (e em Portugal já tinha estourado), quanto depois, o que mais ouvi/li sobre esse livro é que ele é romântico, fofinho, e que muitas pessoas queriam um namorado como o autor. Gente, calma aí.
 

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