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Lançamentos de Setembro



Lançamentos de Setembro

Lançamentos de Junho - 2016








Confira aqui os lançamentos previstos para o mês de junho!

Lançamentos de Maio





Metade do mês já foi, mas nunca é tarde para se falar dos lançamentos de maio – especialmente sendo este um mês bastante agitado, com direito a lançamento de mais uma saga juvenil pra quem gosta do nicho, republicações com novas capas de uma das autoras de romance mais lidas da atualidade e algumas ideias originais bem bacanas.

Para os fãs de Rick Riordan, que segue firme e forte pro seu 15º livro (se não tivermos nos perdido nas contas), a principal aposta do mês é “O Oráculo Oculto”, o primeiro de 5 livros da nova série “As Provações de Apolo”, que se passa no mesmo universo dos personagens da saga de Percy Jackson. Agora, o protagonista é o próprio deus Apolo, transformado em um garoto de 16 anos por Zeus devido a contratempos. Se você gostou de tudo que Riordan escreveu até aqui, não tem porque ter medo: “O Oráculo Oculto” provavelmente segue o mesmo padrão Riordan de ser e não deve decepcionar. Mas se você não curte ou já saturou um pouco das histórias do autor... segue em frente aqui que tem mais coisa bacana.

Ainda na Intrínseca (que lança o livro de Riordan), outro autor conhecido (embora não tanto) também tem outro livro lançado. Matthew Quickk, os dedos por trás do livro de “O Lado Bom da Vida”, vem agora com “Garoto 21”, uma história de amizade, superação, aprendizado e crescimento, sob a ótica de Finley e Russ, dois garotos que vão mudar a vida um do outro pelo amor que tem em comum: o basquete.

Aos saudosistas e amantes dos clássicos, a aposta maior é o lançamento, pela Nova Fronteira, da segunda parte da história de “Dom Quixote de La Mancha”, o clássico maior da literatura espanhola e já eleito como o melhor livro de ficção da história. Acompanhado de ilustrações, essa nova versão – dividida em duas partes – traz o texto integral do autor e te leva a um velho mundo novo.

Na parte de Mistério e Suspense, o destaque fica com “A Garota Perfeita”, da Editora Planeta do Brasil, que no maior estilo Dias Perfeitos, traz a história de Mia, uma jovem de 25 anos que é sequestrada e confinada numa cabana em uma gelada fazenda por Colin, um homem que ela conheceu há pouco. Outra pedida é o novo livro do já consagrado Harlan Coben, “Não Fale com Estranhos”, que conta a saga de Adam Price, um homem que vê, pouco a pouco, o ideal de perfeição que construiu sobre sua mulher e sua família ruir e precisa aprender a lidar com isso.

A Editora Arqueiro traz como um dos seus carros-chefe a segunda parte do 4º livro da Saga Outlander, “Os Tambores do Outono”, agora trazendo Brianna, a filha de Claire e Jaime Fraser para o centro da história, em uma épica jornada para alterar o passado e salvar seus pais, sem destruir o seu próprio presente.

Mas talvez o lançamento mais interessante do mês esteja nas mãos da editora Planeta. “Over the Rainbow” é um livro de contos de fadas que promove um exercício de reflexão e inversão, ao reimaginar histórias clássicas (como Branca de Neve e Cinderela) com personagens LGBT. Uma ótima sacada e que, independente do resultado, merece ser conferida pela ousadia e representatividade.

E como nem só do novo vive o mês, a editora Intrínseca relança dois sucessos de Jojo Meyers com novas capas. Um é o primeiro livro da autora publicado pela editora, o “A última carta de amor”, que ganhou uma nova capa aos moldes da de “Como Eu Era Antes de Você”, que como já é de costume, chega as livrarias novamente, agora com os personagens do filme (interpretados por Emilia Clarke e Sam Caflin) ilustrando a capa.

Box 21, Roslund & Hellström




Este não é um dos livros mais conhecidos na prateleira de uma livraria. Então por que o comprei? Bom, pra começar, não é todo dia que nos deparamos com um livro escrito por um policial e um ex-criminoso. Pois é, é isso mesmo. A partir disso, já podemos imaginar que toda a trama será descrita de uma maneira bem verossímil. Muito tempo depois, descobri que o livro A Besta, um bestseller, foi escrito por estes mesmos autores. Além disso, o livro tinha um papel em volta com um aviso do tipo “O livro que chocou a Europa” – não me lembro das palavras exatas. Pareceu meu tipo preferido de livro. Adivinhem: eu estava certa. O livro não só se tornou um dos meus favoritos, como um dos favoritos das pessoas a quem o indiquei. E não foram poucas.

As mentiras se alimentam umas das outras, uma mentira leva a outra e depois a outra, até que você fica irremediavelmente preso num emaranhado e não mais reconhece a verdade, mesmo quando ela é tudo o que você tem.


Box 21 conta a história de Lydia Grajauskas e Alena Sljusareva, duas jovens bonitas, que foram levadas à cidade de Estocolmo três anos antes e acabaram presas no famoso tráfico de mulheres. Depois de espancadas e estupradas, foram forçadas a se prostituir e cada uma achou sua maneira de sobreviver a isso. O livro começa com Lydia no hospital; depois chega um traficante com overdose, no mesmo hospital. As histórias de todos os personagens estão conectadas por uma série de crimes, e então a trama vai se desenvolvendo.

Quando tudo é dito e feito, é muito simples, há a verdade e o resto são mentiras. E a verdade é a única coisa com a qual as pessoas conseguem conviver a longo prazo. Todo o resto é bobagem.

Lydia é, de longe, minha personagem favorita. Ela mostra o que “um pouco” de ódio e determinação podem fazer com uma pessoa. Todas as decisões e todos os planos. Ela é extremamente fria e vingativa. Não que não tenha motivos para isso, claro. Ela e Alena ensinam muito sobre amizade.

“Este é meu argumento. Esta é a minha história. Quando você ouvir isto, espero que o homem sobre o qual eu vou falar esteja morto. Espero que ele tenha sentido a minha vergonha.”

Os personagens são todos cinzas. Não existem apenas mocinhos e vilões. Como fora da ficção, todo mundo tem seu lado bom e ruim. O policial, Sven Sundkist, e o detetive, Ewers Grens, são os típicos de um romance criminal, com passados tristes e complicados. Sim, o livro tem clichês. O que importa é que o final realmente não é um deles, e com certeza vai te surpreender. Prometo que, em algum ponto, o nome do livro começará a fazer sentido – na verdade isso está escrito nas orelhas, mas é muito mais divertido descobrir ao longo da história.

Não era difícil entender que a humilhação constante obrigasse você no fim a escolher entre desistir e ceder ou tentar humilhar outra pessoa como vingança.

O estilo do livro me lembrou da escrita de José Saramago, de uma maneira bem suave, pela forma como os diálogos e flashbacks foram escritos. Já li alguns comentários dizendo que o livro é enrolado e confuso. Imagino que o confuso seja exatamente por esse motivo, e devo discordar do enrolado. Por mais que seja uma história relativamente longa, muita coisa acontece em sequência e todos os capítulos estão lá por um motivo muito claro. A contra-capa diz:
“(...)Um thriller policial com uma profunda reflexão sobre amizade, verdade e mentira, culpa e vergonha. Box 21 é um relato vívido do quanto um ser humano pode ser cruel”.
 Foi uma descrição resumida bem precisa do livro.
 

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