No final do ano passado, tive a felicidade e surpresa de me deparar com um álbum musical de extrema qualidade e precisão. Royal Blood, álbum da banda britânica homônima, recoloca o rock sob os holofotes ao apresentar um som genuíno, com riff's pesados e muita personalidade. Entretanto, o que chama a atenção de muitos é o formato da banda: apenas dois componentes, um baixista-cantor e um baterista. O duo formado por Mike Kerr e Ben Thatcher explora várias vertentes do rock em seus fraseados, como blues rock e o hard rock, e possui uma "cara" de banda de garagem - com muita qualidade, claro. Apesar de todas as referências e influência, o resultado final é um rock moderno. Em meio à amalgama de distorções de pedais no baixo, que o deixam mais carregado, e uma bateria muito movimentada, com uma pegada muito grande na caixa, a falta de guitarras ou teclados passa despercebida. Na verdade, a presença qualquer instrumento além do baixo e da bateria, considerados a "cozinha" da música, se faz desnecessária.
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