Livros ganham um ponto extra comigo quando, só ao terminá-lo, me dou conta que o personagem ao redor do qual tudo se passou sequer recebeu um nome. Ter um nome, nesses casos especiais, não faz diferença ─ o protagonista não é menos completo sem um. Ao mesmo tempo, me desperta um sentimento curioso quando, terminado um livro, não tenho muito bem uma opinião formada sobre ele. Tudo bem, o livro é bom, mas... celebramos a velhice ou a condenamos? Saudamos a loucura ou a lucidez? Ambas as coisas acontecem em Memória de minhas putas tristes. Talvez eu precise de mais uma visita às memórias do nosso sem-nome para esclarecer meus pensamentos.
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Memória de Minhas Putas Tristes, Gabriel García Márquez
12 setembro 2015
Marcadores: Editora Record, Gabriel García Márquez, João Mesquita, Livros, Resenhas
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