Midnight Special, Jeff Nichols





Apesar de pouco conhecido, Jeff Nichols é um diretor que tem conquistado a atenção da crítica e apreço por fãs fiéis aos seus filmes (me coloco como um exemplo disso). Após estrear com o profundo Shotgun Stories (Separados Pelo Sangue) e ganhado reconhecimento com o intenso Take Shelter (O Abrigo), Nichols volta com seu quarto filme. Midnight Special é uma obra peculiar, que causa estranheza por sua simplicidade ao trabalhar uma história complexa e surreal.

Logo no início, somos jogados em uma trama que parece já estar no final da história. Não sabemos o que está acontecendo, apenas que um homem chamado Roy (Michael Shannon) precisa levar seu filho de 8 anos, Alton (Jaeden Lieberher), para longe de agentes do FBI. Logo mais adiante, descobrimos que o menino possui “super poderes”, porém não descobrimos especificamente quais são eles.

Nichols conseguiu atrair atenção de público e crítica por sua direção que humaniza situações que seriam elevadas a níveis grandiosos no cinema hollywoodiano. Logo, o fato de Alton possuir poderes não se torna o foco da história, e sim um fio condutor. Nós ficamos focados na história de seus pais - especialmente o pai - como lidarão e o que farão para proteger seu filho. A trama é conduzida de maneira lenta, mas atrativa, assim como de costume nas obras do diretor.

Contudo, devo dizer que não é o meu filme favorito de Nichols, aliás, de todos os quatro, imagino que esse esteja em último lugar. O que não significa, de modo algum, que seja ruim! Porém, a trama poderia ter sido mais bem construída, pois em alguns momentos nos sentimos um pouco sem rumo nos acontecimentos, ou que nos parece faltar informações sobre pontos importantes do filme. A omissão de detalhes é sempre necessária para um filme de ficção científica como Midnight Special, entretanto, quando o longa nos deve muitas explicações, paramos de dar tanta importância ao que estamos assistindo.

Apesar dos pontos negativos, Midnight Special é a prova de que Jeff Nichols consegue conduzir uma história e nos convencer de que coisas sobrenaturais possam ser verossimeis no mundo real, o que o torna um dos diretores mais promissores da atualidade.

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