A Travessia de Caleb é uma releitura romanciada do pouco que se sabe da vida de Caleb Cheeshahteaumauk, o primeiro índio a se formar na Universidade de Harvard. Tecida pelas mãos habilidosas de Geraldine Brooks, o romance tem uma graciosidade que encanta na forma como é escrito, apesar da história, aos poucos, se revelar trágica. A travessia a que o título se refere é entre essas duas culturas diametralmente opostas: da tribo indígena wôpanâak na ilha de Noepe ao continente colonizado (e deteriorado) pelos ingleses. É natural imaginar que, nessa travessia, esbarremos em muitos questionamentos acerca da organização social e, principalmente, dos preceitos religiosos sob os quais ela se estrutura.
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A Travessia de Caleb, Geraldine Brooks
07 novembro 2015
Marcadores: Geraldine Brooks, João Mesquita, Livros, ResenhasA Vida Privada das Árvores, Alejandro Zambra
O chileno Alejandro Zambra tem gerado burburinho no mundo das letras, e foi curioso por ouvir falar do autor que trazia "um refresco para a literatura contemporânea" que procurei por A Vida Privada das Árvores, seu segundo romance, lançado por aqui em 2013. Já adianto: ou eu não tenho sensibilidade nenhuma para apreciar uma narrativa moderna ou Alejandro é bastante superestimado pelas críticas que havia visto a seu respeito.
11 outubro 2015
Marcadores: Alejandro Zambra, João Mesquita, Livros, ResenhasMemória de Minhas Putas Tristes, Gabriel García Márquez
Livros ganham um ponto extra comigo quando, só ao terminá-lo, me dou conta que o personagem ao redor do qual tudo se passou sequer recebeu um nome. Ter um nome, nesses casos especiais, não faz diferença ─ o protagonista não é menos completo sem um. Ao mesmo tempo, me desperta um sentimento curioso quando, terminado um livro, não tenho muito bem uma opinião formada sobre ele. Tudo bem, o livro é bom, mas... celebramos a velhice ou a condenamos? Saudamos a loucura ou a lucidez? Ambas as coisas acontecem em Memória de minhas putas tristes. Talvez eu precise de mais uma visita às memórias do nosso sem-nome para esclarecer meus pensamentos.
12 setembro 2015
Marcadores: Editora Record, Gabriel García Márquez, João Mesquita, Livros, ResenhasFeliz Ano Velho, Marcelo Rubens Paiva
Sincero. Assim eu descreveria o livro, se dispusesse de apenas uma palavra. É um texto que não guarda muitos segredos, que não tenta ser genial, que não se preocupa com um rigor literário, que não tem a menor ambição de ser tão impactante quanto é ─ ou pelo menos não deixa transparecê-lo. E que é extraordinariamente sincero.
"Tinha que sofrer, tinha que estar só, tão só que até meu corpo me abandonara. Comigo só estavam um par de olhos, nariz, ouvido e boca.
Feliz Ano Velho, adeus, Ano Novo"
25 agosto 2015
Marcadores: Editora Alfaguara, João Mesquita, Livros, Marcelo Rubens Paiva, ResenhasSonhos de Einstein, Alan Lightman

E então você me pergunta: quem é Alan Lightman? Pois é, me perguntei a mesma coisa quando vi aquele livrinho na prateleira da livraria da rodoviária. Serei sincero. Eu ia viajar por umas duas horas e só estava procurando algo rápido para ler (e barato). Encontrei esse livro com um título legal, 103 páginas e por uma dúzia de dinheiros; não tive muitas dúvidas.
"Neste mundo, o tempo é uma dimensão visível."
22 julho 2015
Marcadores: Alan Lightman, Companhia das Letras, João Mesquita, Livros, Resenhas9 dicas literárias para a correria do dia a dia
Dadas as circunstâncias, vou partir do pressuposto que todos aqui gostamos muito de ler. Porém, comumente enfrentamos um empecilho ao tentar satisfazer nossos profundos desejos literários: o tempo. Pois é, o tempo é escasso e organizá-lo não é nada fácil. Na correria do dia a dia, encontrar aquela brecha para relaxar e pegar seu livro pode se tornar uma tarefa bastante árdua.
Eu mesmo, depois que entrei na faculdade, diminui drasticamente meu ritmo de leitura. E coloca drasticamente nisso. Só para ilustrar: nas férias, li meus oito livros sem muitos problemas. Começo de semestre, foram quatro. Depois disso não li mais nada. Zero. Nada além de leituras acadêmicas. Triste.
Porém nem tudo está perdido, e nós do Horrorshow destacamos algumas dicas que podem te ajudar nesses momentos aflitivos! Pensando que eu não deveria ser o único a enfrentar esse tipo de situação, bolei algumas dicas e pedi pros outros coleguinhas do blog fazerem o mesmo. Sem mais delongas, vamos a elas!
Eu mesmo, depois que entrei na faculdade, diminui drasticamente meu ritmo de leitura. E coloca drasticamente nisso. Só para ilustrar: nas férias, li meus oito livros sem muitos problemas. Começo de semestre, foram quatro. Depois disso não li mais nada. Zero. Nada além de leituras acadêmicas. Triste.
Porém nem tudo está perdido, e nós do Horrorshow destacamos algumas dicas que podem te ajudar nesses momentos aflitivos! Pensando que eu não deveria ser o único a enfrentar esse tipo de situação, bolei algumas dicas e pedi pros outros coleguinhas do blog fazerem o mesmo. Sem mais delongas, vamos a elas!
9 livros para ler nas férias de inverno
Para alguns, chegaram finalmente as abençoadas férias de julho! Aquele mês de folga no meio do ano, ótimo para arejar as ideias e descansar um pouco depois de um semestre cheio de emoções. Junto com esses dias de relax, vem também o tempo adicional para tirar o atraso das leituras que a correria da vida faz acumular.
Eu e outros companheiros desse magnífico blog que vos escreve decidimos sugerir alguns livros que, para nós, combinam com o climinha de cortinas fechadas e abraços quentes do mês de julho, para que vocês possam aproveitar ao máximo seus merecidos repousos. A seguir, nossa pequena coletânea de livros para ler nas férias de inverno!
A História Sem Fim, Michael Ende
Gosto muito de ler as crônicas do Rubem Alves; elas são deliciosas, mas isso não vem ao caso agora. A questão é que os textos do autor são repletos de referências musicais e literárias, estas geralmente regadas a João Guimarães Rosa, Cecília Meireles, Adélia Prado, Nietzsche, T. S. Eliot, entre outros vários nomes conhecidos. Eis que, na leitura da crônica Sopa de fubá, pão e vinho, Rubem menciona Michael Ende e seu livro A História Sem Fim. Fiquei curioso, e qualquer um que leia a crônica entenderá porquê: "um dos livros mais lindos que já li" já dá pro gasto, mas o restante da divagação também fascina. Consegui um exemplar e mergulhei no mundo de Fantasia. Foi algo maravilhoso.
"Fantasia é a história sem fim escrita num livro de capa cor-de-cobre que estava no sótão de um colégio. Agora, ele está na sua mão."
22 junho 2015
Marcadores: João Mesquita, Livros, Martins Fontes, Michael Ende, ResenhasParceria: L&PM
E aí, gente! Tudo bem?
Hoje recebi uma missão um pouco diferente, mas que tem se tornado cada vez mais frequente para nós: dar a ótima notícia de que mais uma editora nos acolheu como blog parceiro. Dessa vez, a nova parceria é com a L&PM Editores! Damos nossas humildes boas vindas à editora com a certeza de que teremos uma relação toda trabalhada na prosperidade (e que descolaremos umas edições bem legais pra resenhar, claro, hehe).
A Incrível Viagem de Shackleton, Alfred Lansing
Lá estava eu viajando nas férias, em um lugar distante de qualquer outro. Até tinha levado uns livros meus pra ler, mas quando encontrei uma mini biblioteca ao lado do meu quarto, preferi explorar um pouco. Então me apontaram esse título e disseram que era "muito legal, conta a história de uns caras que fizeram uma expedição pro Atlântico Sul em 1900 e pouco, naufragaram e tiveram que se virar". Pensei "por que não?" e levei o livro comigo.
Não me arrependo nem um pouco da escolha, pois o livro é fascinante, mais do que "muito legal". Ele não é fascinante pela narrativa em si, mas pelo testemunho que dá de uma história real de companheirismo e superação. Parece meio clichê dar esses atributos ao livro, mas o que ele guarda é realmente bonito, mesmo diante da catástrofe imensurável que aqueles homens viveram.
07 maio 2015
Marcadores: Alfred Lansing, João Mesquita, Livros, Resenhas, SextanteO Relojoeiro Cego, Richard Dawkins
Em tempos em que se dá ouvidos à TDI (entre outras "pseudociências"), nada melhor do que O Relojoeiro Cego para esclarecer um pouco a sua mente. Antes de qualquer coisa, é preciso perceber que, para formar sua opinião sobre qualquer assunto, é necessário, fundamental, indispensável compreendê-lo primeiro. Num embate em que se discute se quem está certo é o João ou a Maria, precisa-se ouvir os argumentos e compreender as ideias de ambos. Ok, meu exemplo deixa brechas... João x Maria pode ser uma discussão bastante polêmica, enquanto que TDI x Evolução é uma mais do que óbvia.
11 abril 2015
Marcadores: Companhia das Letras, João Mesquita, Livros, Resenhas, Richard DawkinsA Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen, Eugen Herrigel
Esse é um livro bem curto, daqueles que dá pra ler naquela horinha antes de dormir. Embora se confunda com uma história fictícia, tamanho o misticismo envolvido, na verdade conta a experiência do próprio autor com a arte de atirar com arco, durante os cinco anos em que foi discípulo de um mestre Zen japonês.
Eugen Herrigel é filósofo e sempre teve curiosidade de entender mais a respeito do Zen, um estilo de vida ligado ao budismo. Entretanto, mesmo lendo bastante a respeito, nunca encontrou respostas para algumas perguntas, nunca conseguiu entender o que eram afinal aqueles estados de espírito definidos nos livros. Simplesmente porque algumas coisas não podem ser descritas. Só alguém que atingisse aquele estado poderia ter um panorama real do que se tratava.
Eugen Herrigel é filósofo e sempre teve curiosidade de entender mais a respeito do Zen, um estilo de vida ligado ao budismo. Entretanto, mesmo lendo bastante a respeito, nunca encontrou respostas para algumas perguntas, nunca conseguiu entender o que eram afinal aqueles estados de espírito definidos nos livros. Simplesmente porque algumas coisas não podem ser descritas. Só alguém que atingisse aquele estado poderia ter um panorama real do que se tratava.
28 fevereiro 2015
Marcadores: Editora Pensamento, Eugen Herrigel, João Mesquita, Livros, ResenhasNa Natureza Selvagem, Jon Krakauer
Cabe um espaço para uma pequena análise já na introdução da resenha? Não? Ok. Não importa, vai assim mesmo: quando uma pessoa para pra refletir sobre a sociedade em que vivemos, nos modelos em que ela se funda, no estilo de vida que levamos e percebe a gravidade da situação, em geral ela pode ter duas reações. São elas:
1) Ser tomado por uma esperança transformadora e tentar propor algo diferente: uma mudança de paradigma quanto ao modo como nos organizamos socialmente, no modo como nos relacionamos. (Credo, que papo... Quero dizer que é a pessoa que conclui que a coisa toda está errada e tenta mudar, melhorar de alguma forma).
2) Ou então pode parecer mais viável simplesmente ejetar-se do convívio social, viver no mato e não compactuar com o bando de coisas erradas que enxerga na sociedade.
26 fevereiro 2015
Marcadores: Companhia das Letras, João Mesquita, Jon Krakauer, Livros, ResenhasA Guerra dos Tronos, George R. R. Martin
Logo
na página que sucede a capa o leitor recebe um convite sedutor para
mergulhar no universo de A Guerra dos Tronos, primeiro livro da série As
Crônicas de Gelo e Fogo, que conta com sete livros. Nela, imprime-se um
mapa do continente de Westeros, onde se passa a história, com a
localização de todos os castelos, vilas, portos, ilhas, vias, entre
outras localidades citadas no decorrer da trama. Além disso, no apêndice
do livro, encontram-se anexadas descrições das principais Casas, com
suas linhagens e diversas outras informações a respeito. É uma
introdução fascinante, na qual o futuro espectador de uma fantasia
extraordinária é apresentado ao mundo onde ela se passa.
21 janeiro 2015
Marcadores: Editora Leya, George R R Martin, João Mesquita, Livros, ResenhasAuto da Barca do Inferno, Gil Vicente
O mesmo ano em que Lutero publicou suas 95 teses. Sabe o que isso quer dizer? Que faz muito tempo. Mesmo. Quando percebi que Auto da Barca do Inferno é um livro de 1517, me senti numa viagem maluca no tempo. Agora que voltei, posso dizer que foi uma viagem bastante curiosa.
O teatro de Gil Vicente. Me lembro perfeitamente do meu professor de literatura do ensino médio me falando sobre isso, sobre como a peça era cheia de alegorias e críticas sociais, repleta de sátiras e de moralidade. Vou pular essa parte (caso queira saber mais, procure um professor de cursinho parecido com o que tive), e dar mais atenção ao que senti durante a leitura, que por sinal foi bem rápida ─ questão de uma ou duas horas. Porém, desde a aula que tive lá atrás sobre Humanismo, fiquei com muita vontade de ler essa obra de Gil Vicente, talvez por gostar da ideia de pessoas sendo julgadas no purgatório.
O teatro de Gil Vicente. Me lembro perfeitamente do meu professor de literatura do ensino médio me falando sobre isso, sobre como a peça era cheia de alegorias e críticas sociais, repleta de sátiras e de moralidade. Vou pular essa parte (caso queira saber mais, procure um professor de cursinho parecido com o que tive), e dar mais atenção ao que senti durante a leitura, que por sinal foi bem rápida ─ questão de uma ou duas horas. Porém, desde a aula que tive lá atrás sobre Humanismo, fiquei com muita vontade de ler essa obra de Gil Vicente, talvez por gostar da ideia de pessoas sendo julgadas no purgatório.
"Primeiramente no presente auto se figura que no ponto que acabamos de expirar chegamos subitamente a um rio, o qual per força havemos de passar em um de dous batéis que naquele porto estão..."
A premissa é exatamente essa: um purgatório que consiste em um rio com dois barcos, um que leva ao paraíso, conduzido pelo Anjo, e outro que leva ao inferno, guiado pelo Diabo; diferentes personagens chegando e tendo seus destinos definidos, depois de conversarem com as duas figuras dicotômicas e tentarem convencê-las de que merecem ir para o céu. Por sinal, a maioria não tem sucesso, mas as figuras e seus argumentos são variados. Os diálogos desenvolvidos são muito interessantes ─ muito interessantes mesmo, são a essência do livro.
"O Moniz há de mentir?
Disse-me que com São Miguel
jentaria pão e mel
tanto que fosse enforcado.
Ora já passei meu fado
e já feito é o burel.
Agora não sei que é isso.
Não me falou em ribeira,
nem barqueiro nem barqueira,
senão ─ logo ao paraíso.
Isto muito em seu siso,
e que era santo o meu baraço.
Eu não sei que aqui faço:
que é desta glória emproviso?"
(Enforcado)
Informações importantes: (1) o livro é um auto, e isso quer dizer que é escrito para ser encenado em cima de um palco (afinal, estamos falando do teatro de Gil Vicente); (2) é também um poema dramático, o que foi novo pra mim (vale dizer que gostei da experiência de ler cantarolando); (3) como foi escrito em 1517, é claro que possui um linguajar bem distante daquilo que estamos acostumados, o que pode requerer um esforço e calma adicionais, embora não chegue a ser maçante.
Quanto ao conteúdo em si, algumas coisas me chamaram atenção. Não dá pra desconsiderar o contexto do texto, que foi escrito em plena Reforma Luterana e fala justamente sobre aspectos religiosos ─ isso é meio óbvio, o cenário da história é um purgatório. Está sim recheado de críticas à sociedade da época e isso é nítido, talvez até gritante durante a leitura. Mas o mais interessante é ver algumas construções; o Diabo, por exemplo, muito mais cômico, jocoso, até bem-humorado, enquanto o Anjo se mantém mais afastado e frígido.
"Quem reze sempre por ti?!...
Hi hi hi hi hi hi hi hi...
E tu viveste a teu prazer
cuidando cá guarecer
por que rezam lá por ti?!
Embarcai, hou! Embarcai!,
que haveis de ir à derradeira...
Mandai meter a cadeira,
que assi passou vosso pai."
(Diabo)
O que mais se destaca e que me fez pensar bastante é realmente aquilo que já tinha ouvido falar a respeito do livro: ele é atual. Pois é, mesmo 497 anos depois, o homem parece cair ainda no mesmo buraco. Algumas coisas talvez nunca mudem. Ambição, arrogância, ganância, cobiça. Talvez isso tudo queira dizer a mesma coisa, mas não importa, o que quero dizer é que o homem foi e será sempre assim, esgoísta. É uma conclusão meio triste, mas um ou outro ainda se salvam e conseguem convencer o Anjo de que o barco que deve pranchá-lo é o dele.
"Tu passarás, se quiseres;
porque em todos teus fazeres,
per malícia nom erraste,
tua simpreza te abaste
para gozar dos prazeres."
(Anjo)
Aprendi também grande variedade de sinônimos que o próprio Diabo pode dar ao inferno quando perguntado sobre o destino de sua barca: "vai pera a ilha perdida", "pera a infernal comarca", "ao porto de Lucifer", "pera o lago dos danados", "pera aquele fogo ardente, que nom temeste vivendo", "no inferno vos poeremos", "pera as penas infernais", "pera onde tu hás de ir".
A leitura é rápida e agradável, com alguns trechos mais complicados e outros mais fluídos. Foi novo pra mim ler imaginando as coisas acontecendo em cima de um palco, ao invés de num plano imaginário. No geral, Auto da Barca do Inferno me agradou bastante e atendeu as espectativas que eu tinha desde o professor pirado do ensino médio.
03 janeiro 2015
Marcadores: Editora Moderna, Gil Vicente, João Mesquita, Livros, Resenhas#ProjetoRelendo: Parte II - A Câmara Secreta

"Olá, Harry Potter. Meu nome é Tom Riddle. Como foi que você encontrou meu diário?"
Foi muito bom ter uma surpresa logo tão cedo no projeto. Eu tinha uma lembrança que, para mim, era nítida a respeito da série como um todo: eu não gostava muito de Harry Potter e a Câmara Secreta. Não sabia dizer o motivo, mas se eu lembrava de algo, era que a segunda parte da série era, disparada, a que menos me agradava. Cheguei a uma conclusão do porquê eu tinha essa impressão: o filme é um lixo.
18 dezembro 2014
Marcadores: #ProjetoRelendo, J. K. Rowling, João Mesquita, Livros, Resenhas, Rocco#ProjetoRelendo: Parte I - A Pedra Filosofal
"O Sr. e a Sra. Dursley, da rua dos Alfeneiros, nº 4, se orgulhavam de dizer que eram perfeitamente normais, muito bem, obrigado. Eram as últimas pessoas no mundo que se esperaria que se metessem em alguma coisa estranha ou misteriosa, porque simplesmente não compactuavam com esse tipo de bobagem."
Não sei definir muito bem o que senti quando li isso. É o começo do livro. Outra vez. Acho que eu me toquei que eu estou de verdade fazendo uma coisa complicada, e quase voltei atrás. Tem alguma chance de eu me envolver com o universo de Harry Potter com a mesma intensidade da primeira vez? Acredito com as mais diversas forças que não, mas como a proposta é justamente descobrir e contar pra vocês... Voilà.
14 dezembro 2014
Marcadores: #ProjetoRelendo, J. K. Rowling, João Mesquita, Livros, Resenhas, RoccoA Velocidade da Luz, Javier Cercas

Me sinto muito pouco à vontade para falar desse livro. Me perguntei bastante se eu deveria tentar ou não, mas resolvi que sim, na esperança de conseguir expressar pelo menos uma parte rasa da profundidade vertiginosa dessas 248 páginas. A verdade é que A Velocidade da Luz entrou sem tropeços no meu rancho dos melhores livros da vida ─ e é o primeiro livro que me lembro de ter fechado pensando algo do tipo.
Se eu pudesse, diria apenas: leia. É melhor não saber nada sobre, descobrir por conta própria. É claro que você não é obrigado a admirar tanto quanto eu admirei tudo nessa obra, mas experimente, pois este é um livro bem diferente das coisas que já vi por aí. Contudo, como estou aqui para fazer uma resenha, vou levantar alguns pontos que anotei no decorrer da minha leitura. Volto a afirmar que eu preferiria, no seu lugar, poder fazer meu arremate sem influências quaisquer. Mas vamos lá.
Se eu pudesse, diria apenas: leia. É melhor não saber nada sobre, descobrir por conta própria. É claro que você não é obrigado a admirar tanto quanto eu admirei tudo nessa obra, mas experimente, pois este é um livro bem diferente das coisas que já vi por aí. Contudo, como estou aqui para fazer uma resenha, vou levantar alguns pontos que anotei no decorrer da minha leitura. Volto a afirmar que eu preferiria, no seu lugar, poder fazer meu arremate sem influências quaisquer. Mas vamos lá.
06 dezembro 2014
Marcadores: Biblioteca Azul, Javier Cercas, João Mesquita, Livros, Resenhas#ProjetoRelendo: Papo Inicial
Sim, tive essa ideia genial. E perigosa. Calculo que eu tenha lido a série em 2008, há seis anos, de uma tacada só. Isso quer dizer que eu tinha joviais doze anos, o que trás uma série de implicações: (1) eu senti o livro como o eu-de-doze-anos sentiria, (2) eu me fissurei por cada detalhe de Harry Potter como o eu-de-seis-anos-atrás se fissuraria, (3) eu fiquei apaixonado pelo universo criado pela gênia que é a J. K. Rowling como o eu-de-2008 ficaria. Ao mesmo tempo que eu queria muito (muito!) reler, relembrar e reviver isso tudo, tinha ─ e ainda tenho ─ medo de ter impressões diferentes, de não sentir os livros da mesma forma, agora sendo eu o eu-de-2014.
08 novembro 2014
Marcadores: #ProjetoRelendo, J. K. Rowling, João Mesquita, Livros, Resenhas, RoccoA Estratégia da Lagartixa, de Dário Vianna Birolini
Dário Vianna Birolini assinou um exemplar para mim, acrescido de um "para você conhecer onde está se metendo", o que se justifica pelo fato de que, na época, eu pretendia fazer medicina. Porém, o livro não se limita a fazer "uma viagem pelos bastidores da Medicina", conforme chama a sua capa, interessante somente a quem é ou pretende ser da área; é uma leitura extremamente proveitosa a todos.
05 outubro 2014
Marcadores: Dário Vianna Birolini, João Mesquita, Livros, Novo Século, Resenhas
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