
Muito se falou sobre Interstellar em 2014, obra do Nolan que explorou a vastidão do universo e trouxe ao público conceitos físicos e astronômicos modernos. Eu, como estudante de engenharia e apaixonado por física, encantei-me com os conceitos usados no enredo e as belíssimas interpretações gráficas daquilo que vejo apenas em teoria e fórmula. Um delírio visual, diga-se de passagem. Pois bem, coloquei-me nesta missão de explicar a física de Interestellar já que, compreensivelmente, grande parte do público não o entendeu completamente. Muitos pensaram “mas por quê ela envelheceu e ele não?”, “que diabos é esse troço da gravidade?”, “hipercubo, wtf?”. Como dizia meu professor do ensino médio: “Óh física maravilhosa! O que seria de nós sem você?”, para começo de conversa, sequer existiríamos.
Reservei-me o direito de trazer tantos spoilers quanto necessário, então se você ainda não assistiu, NÃO leia este especial. Para você que assistiu, não entendeu e quer saber mais, fique aqui, pois a seguir tentarei (foco no tentarei) explicar as abstrações físicas do filme. Gostaria de ressaltar que usarei uma linguagem pouco técnica e tentarei ser o menos prolixo possível, portanto, peço perdão aos físicos que, talvez, lerão estes escritos. Juro que não fiz por mal, foi para um bem maior. Sabemos que a física é muito mais um exercício de reflexão e abstração, do que de objetividade. O que hoje são conceitos simples e aparentemente óbvios, levaram-se anos e anos de pensamento e discussão (até algumas mortes) para serem construídos. Amém, Newton. Amém, Einstein. Vamos lá!








