Em tempos conservadores, poucas vozes são ouvidas no meio de todo puritanismo e hipocrisia impregnada na sociedade. Na tentativa de passar a sua mensagem, escritores se arriscam a abordar temas polêmicos e mal vistos para poder abrir discussão na mente fechada da população. Em 1850, Nathaniel Hawthorne ousou retratar um tema condenado por um povo religioso e dominado pela igreja: o adultério. A história de uma mulher fadada a usar a “marca da vergonha” em seu peito pelo resto de sua vida, porém transforma a sua vergonha em orgulho e a sua marca escarlate reverbera até os dias de hoje.
Começamos o livro com uma multidão do século XVII abominando Hester Prynne, enquanto ela carrega um bebê em seu colo e uma letra “A” bordada em seu peito. Hester era casada com um homem que sumiu no mar há dois anos e, por falta de indícios de onde pode estar, é dado como morto. Contudo, ela acaba se relacionando com outro homem, que a engravida e, por causa de seu ato pecaminoso, é condenada a andar com a letra escarlate em seu peito , para alertar a todos que é uma pecadora.










